Introdução
Imagine a França do século XVI – a corte fervilhando de intrigas, mas também de maus odores. Foi nesse cenário que Catarina de Médici chegou trazendo os refinados segredos da perfumaria italiana.
As Origens Renascentistas do Perfume
Na Florença renascentista, perfumes tinham funções medicinais e sociais. Catarina foi criada nesse ambiente cultural, onde monges alquimistas criavam essências sofisticadas e preciosas.
Acqua della Regina: O Presente da Rainha
Para seu casamento com o príncipe francês, o Mosteiro de Santa Maria Novella criou uma fragrância exclusiva: Acqua della Regina. Notas cítricas e aromáticas marcariam seu legado.
René le Florentin e a Corte Perfumada
Catarina levou à França seu perfumista pessoal, Renato Bianco, que montou uma boutique em Paris. Logo a aristocracia adotava essências italianas, lançando a base da perfumaria francesa.
Luvas Perfumadas e Influência em Grasse
Para mascarar odores do couro, Catarina popularizou as luvas perfumadas. Isso incentivou o cultivo de flores aromáticas em Grasse, cidade que se tornaria capital mundial da perfumaria.
Lendas e Mitos: Veneno e Perfume
Boatos diziam que Catarina envenenava rivais com perfumes. O caso de Jeanne d’Albret foi emblemático, mas hoje se considera que essas acusações eram fruto de xenofobia e misoginia.
Legado Olfativo de Catarina
Catarina transformou o perfume em símbolo de luxo e poder na França. Seu impacto atravessou séculos, e sua fragrância ainda é vendida como Acqua di Santa Maria Novella.
Catarina de Médici levou os segredos da perfumaria renascentista à França, influenciando hábitos, moda e estabelecendo a base da perfumaria francesa.
